São Paulo é muito chato

São Paulo é muito chato!

A Pinacoteca expõe a mega mostra da dupla dos super irmãos Gêmeos.

O Itaú Cultural expõe mostra panorâmica da carioca Beatriz Milhazes.

O Masp também expõe Milhazes e ainda coleção em bronze das bailarinas de Edgar Degas.

O CCBB expõe mostra retrospectiva do vanguardista Ivan Serpa.

O MAM expõe mostra emblemática do visionário Antônio Dias.

O Farol Santander expõe a mostra divertida da jovem contemporânea, Flávia Junqueira.

E eu aqui, vendo tudo online, tudo virtual, tudo e nada. Que chato!

São Paulo não é tão perto para ir ali e voltar!

E se São Paulo viesse até aqui?

E se todo mundo pudesse ver o que tem em São Paulo?

Oh, São Paulo, você é um santo, faz um milagre pá nois!

Como não amar a chatice intelectual de São Paulo?

O sotaque irritantemente cantado!

A eficiência de seus prestadores de serviço.

O profissionalismo expresso em café e lavoro.

São uns chatos e engomados, paulistanos ou corintianos.

Chatos! De galocha ou de salto alto!

Lá é garoa, é feiura, é a beleza da cultura.

Dos mano e das mina.

Mortadela ou pastel.

Mercado, feira.

Lá é a Torre de Babel!

Que saco, que chato!

Que saudades das chatices de São Paulo!

Ilustra o texto imagem (#tbt eu empurrando o carrinho de bebê do meu primeiro filho) na Paralela 08 “De longe e de Perto”, no Liceu de Artes e Ofícios, mostra que ofuscou a Bienal do Vazio (2008), trazendo a coletiva de 61 artistas representados por 11 galerias de arte que se empenharam numa curadoria excepcional baseada na entrevista do antropólogo francês, que viveu em São Paulo em 1930, Claude Lévi-Strauss. Destaque para obra de Rodrigo Matheus (artista que apresentou sedutores quadros feitos a partir daqueles antigos cardápios que eram pendurados nas paredes de bares. Quem lembra disso?) e carrinhos de supermercado interligados, do baiano Marepe.