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“OBRIGADO @japanhousesp por existir na minha vida, por trazer coisas incríveis da cultura que mudou meu jeito de ver o mundo. O Japão me mostrou o quanto ainda sou superficial na visão das coisas e o quanto podemos evoluir. Essas duas exposições que tão rolando lá, tão surreal: trabalhos do @nonotakstudio e da @anrealage_official um sopro de inovação e avanço em tempos de retrocessos e pensamentos limitados ao mundano”.

Essa é a mensagem de gratidão do artista multimídia, Flavio Samelo, que expressa bem a soberania de requinte e disciplina que esta cultura oriental tem para nos ensinar. A atmosfera de luxo, sofisticação e engajamento que paira sobre a Japan House, inaugurada o ano passado na Avenida Paulista é um arrojado prédio de três andares com atrações gratuitas voltadas à arte, gastronomia e tecnologia. O Brasil é o terceiro país a abrigar a unidade do projeto desenvolvido pelo governo japonês na Inglaterra e nos EUA.

Construído pela comunidade japonesa em São Paulo, a Japan House, Centro Cultural dedicado à cultura nipônica conta ainda com um café e um restaurante japonês do chef Jun Sakamoto. O Centro Cultural abriga uma biblioteca dedicada à um acervo que vai da culinária à arquitetura, além de receber eventos como degustação de chás, gastronomia e arte contemporânea.

Ali é, sem dúvida, um verdadeiro oásis cultural! Experimentar sensações japonesas no território brasileiro usufruindo de mostras de arte gratuitas vindas exclusivamente para serem montadas para a Casa do Japão é uma miragem nos dias de hoje! O agradecido artista paulista, Flavio Samelo registrou sua interação num dos sites specifics (obras idealizadas para um ambiente e lugar determinado), do duo NONOTAK (@nonotakstudio). Fundado em 2011 pelo arquiteto e músico japonês Takami Nakamoto e a ilustradora Noemi Schipfer, se destacam em apresentações, instalações e performances subvertendo noções de tecnologia e arquitetura utilizando um viés poético e inovador.

A instalação imersiva fotografada por Samelo é a “Daydream V.5 Infinite”. Feita com projeção a laser, espelhos e sonorização, que dialogam com a sensação de infinito e geram distorções espaciais acabando por estabelecer uma conexão física entre o espaço real e o espaço virtual. Dentro dela, o espectador é convidado a viver um distanciamento da realidade, considerando que raios de luz são usados para gerar espaços abstratos, enquanto o som cria os ecos do espaço virtual.

Essa experiência é uma prova de que somos capazes de desenvolver os sentidos e refiná-los numa proporção cada vez mais aguçada, assim como a impressionante disciplina de criação dos japoneses. Se nosso país foi um dos três a ser escolhido para que uma Casa dessas se idealizasse é porque somos bonitos por natureza e capazes de absorver as qualidades de uma cultura que só tem a nos acrescentar. Façamos como Flavio Samelo, sejamos gratos pela oportunidade de intercâmbio cultural e mais ainda, sejamos humildes em admitir nossos “retrocessos e pensamentos limitados ao mundano”.

samelo japanVia @flaviosamelo