Arte e Realidade

Navegar pelo Instagram da editora-curadora Clarissa Schneider é um deleite aos olhos e ao bom gosto. A cuidadosa seleção de imagens e seletivo trabalho de curadoria demonstra seu compromisso com o que há de mais contemporâneo e curioso na cultura e na arte. O registro de imagens realizado na recém-passada ART BASEL MiAMi, a maior feira de arte contemporânea dos EUA, que abriu na sexta (dia 07/12) e terminou no domingo (dia 09/12) é um discurso de Sociologia Humana, uma identificação dos novos clãs que se firmam perante toda a “evolução” (ou não) de nossa espécie. A fotografia dos visitantes, turistas, espectadores, admiradores ou amantes da arte é um misto de exotismo, repulsa e atração.  Não só pelo registro da obra contemporânea em si, mas pelo cenário onde se observa dentre os personagens que o compõe, como esses estereótipos se organizam e se convergem. O  evento e o público são o reflexo da contemporaneidade, de hábitos, conflitos e desafios para as questões do modo de vida atual. A bruta ou bizarra realidade de quem somos, lado a lado das obras da feira concluindo, contudo a filosofia de Nietzche: “a Arte existe para que a realidade não nos destrua”.

Tudo ali é cenário, figurino, personagem. Mas bem da verdade, é tudo isso mesmo que buscamos: uma ilusão, uma atuação, uma ação artística para que a realidade não seja tão chata e antiquada!

Imagens via @clarissaschneiderclarissa hat

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