Aceita

Há algum tempo fazemos uma divertida brincadeira interna com o trocadilho da palavra “aceita”! Em verdade, lançamos o desafio em nossa Instituição, que além de ser uma empresa particular, familiar e comercial, sempre foi um veículo de informação e esclarecimento para quem está disposto a entender mais sobre a História da Arte, seus efeitos e consequências. Daí a ideia da seita: “Aceita Ver”! A seita Ver a Arte! Aceita que dói menos! Observando a História da Humanidade onde, somente a cultura determina o estágio de evolução de uma sociedade percebemos que para cada apogeu há sempre uma decadência. Foi assim desde o Egito Antigo, Alexandria, Constantinopla, Grécia, Creta, Roma… O homem medíocre parece ficar insatisfeito com a luz, o conhecimento e a verdade, então inebria entre seus pares a discórdia, a dúvida, a guerra, a religião! Uma pena, mas aceitemos, somos serezinhos bem complicados. Senão por nós, pela Nossa Mãe Natureza, com seu implacável e justo castigo aos seus filhos, ora com a peste, ora corona, ora tsumani, ora erupção vulcânica… Somos exterminados sem dó!

Uma provocativa série da Netflix lançada em fevereiro, “Freud” usa o nome do psiquiatra para nos entreter numa teia de acontecimentos metafísicos, que mais teriam sentido com seu colega Carl Jung e simpatizantes da Antroposofia. Mas a beleza dos personagens, o cenário sombrio de uma Viena em tensão Austro-Húngara cria um climão e haja fôlego e coragem para prosseguir. Mas quem for corajoso o bastante será contemplado com uma magia incomum da Psiquiatria e isso envolve histeria, xamanismo, hipnose e sexo selvagem. AVISO: Essa série não é para amadores! O enredo discorre a partir de uma antiga mitologia húngara, Táltos, um feiticeiro capaz de descobrir e combater bruxarias, um justiceiro astral, que é invocado em rituais litúrgicos e cultuado por uma espécie de seita familiar, que coordena um cronograma de vinganças. O protagonista entra bem cético na trama, mas acaba se afeiçoando pelo assunto e usa a hipnose como sua aliada! Louco, não?! Até que não. Se é possível na Arte é possível na vida ou vice-versa!

Desde segunda-feira os noticiários devem estar bem felizes com a audiência, porque, meus queridos, a gente adora um barraco, mas principalmente quando alguém desprezível vai pra cadeia! Correu por aí que um dos detentos estava sob os cuidados de um certo advogado de um certo Presidente da República e, vejam só, que ironia da história, já foi citado num caso de seita maligna! Eu nunca ouvi falar dessa palavra: emasculados, mas era exatamente isso que faziam com crianças de 5 a 12 anos! Casos de seitas satânicas são bem comuns entre homens e mulheres medíocres, alguns filmes de Quentin Tarantino abordam bem o assunto, mas Tarantino também não é para amadores! Houve um tempo que um tipo de “seita” iniciou a terapia do abraço por essas bandas! Vinham atores famosos, políticos, gente graúda da área do Direito, nessa época deve ter saído até no Fantástico. Mas a coisa desandou quando um dos participantes suicidou! O clima pesou e a “seita” acabou se diluindo por aí! Mas tudo são histórias, o caso advogado do Presidente foi encerrado sem provas e, abraçar, minha gente, continua sendo uma coisa muito boa! Pelo menos em quem a gente gosta!

Ilustra o texto obra premiada do artista goiano, Sandro Gomide. Aceitar ver, enxergar quem somos, o que somos e o que somos capazes de fazer são perguntas essenciais para não nos tornarmos tão medíocres ou permanecermos amadores. Aceitar ver o corpo, o nu, o sangue, a verdade, a Arte e nos desnudarmos para vida, para os falsos valores e as falsas morais. Aceitemos mais para doer menos em nós e nos outros. Porque a verdade é que o Rei está nu e ele ainda não viu ou não aceitou!

Trabalhos em óleo sobre tela. Auto-retratos do artista goiano Sandro Gomide em tamanho real.