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r.godá

próxima enquete:

qual artista goiano, em sua opinião, será o melhor para investimento daqui 10 anos?
RODRIGO GODÁ
RODRIGO FLÁVIO
LUIZ MAURO
GUSTAVO RIZÉRIO

intruso

piti

Um intruso no guarda-roupas do artista Pitágoras, pega no rabo do bicho…

Para esclarecer essa arte, a seguir entrevista exclusiva de Camila Gonzatto, editora do site Iberê Camargo, com o próprio:
1.Gostaria que você começasse falando sobre a sua formação e o início da sua carreira, as primeiras exposições e os caminhos que de lá surgiram.

Formação 2° grau completo, falo inglês, um pouco de francês, começo com as artes plásticas por volta de 1991, a primeira exposição se deu com um grupo de artistas (coletiva), no Palácio de Cultura, de lá participei do Itaú, no que conflui em participação no Panorama e Centro Cultural São Paulo, que são instituições importantes. Tenho feito exposições em galerias o que tem dado visibilidade ao trabalho, propostas têm surgido de coisas bacanas.., pronto.

2. Como se deu a tua opção pela pintura e desenho?

Na verdade meio revelação, sou egresso do teatro nunca pensei me tornar um pintor, por assim disser, no entanto o que faço hoje corrobora minha atual condição. Certa forma a arte interveio em meu caminho de maneira inesperada. As coisas foram rolando…

3. Como é o teu processo de trabalho? Tu tens uma rotina de ateliê?

Intencionalmente não linear, trabalho de madrugada, trabalho de dia, mas nunca sistematicamente atribulado, não me obrigo, embora sinta necessidade as vezes de ser mais assíduo mas me embaralho com relação a ser tão rigoroso, sem deixar de lado uma preocupação com o que faço.

4. Como a tua experiência no teatro se refletiu no teu trabalho em artes plásticas?

Mais a vontade de desagregar o teatro de minha vida, grosso modo posso dizer que foi muito oportuno o teatro, Ate onde participei no grupo não montar grandes espetáculos, era um grupo outside, mas quando o diretor se matou isso mudou a vida de todos do grupo, o grupo dissipou e coisa esfriou, atuar não era o que eu queria mesmo, quando percebi já estava em outro paralelo, algo me frustrou em relação ao palco, hahaha,…

5. Uma das tuas referências são os quadrinhos. Há uma vontade narrativa nas tuas telas?

De forma alguma, efetivamente sinto que ha dinâmico mais não consigo contextualizar seqüência. Não linear em minha produção, já tendo dito isso antes, por exemplo, desenhos eróticos, robô, paisagem, ate objetos tenho feito recentemente, a temática não me incuca, exerço a liberdade do paradoxo, eu sou paradoxo, não há como sem o paradoxo.

6. Em muitos dos teus trabalhos, a figura humana aparece dilacerada. Qual a tua intenção?

Faze-la certas, quando percebo elas já estão dilaceradas. Maybe I have a broken heart

7. A paisagem urbana povoa os teus trabalhos. Como a cidade te move?

Adoro a solidão coletiva, a eterna decadência renovada com essência, pudor, dor, garrafa, transito, espetáculos que não irei, gente que nunca vou amar gente q já amei, outdoor que detesto, igrejas, travecos, policias, homens, mulheres, crianças, atadas nesse viés eterno de sobrevivência e talvez por que não esperança, viva a grande cidade, ou a cidade grande, sem grandes coisas, mas com grandes problemas

8. Você cita em uma entrevista com o Celso Fioravante que Iberê Camargo é uma das suas influências. Em que sentido Iberê Camargo te inspira?

Simples, meu primeiro contato que tive com a obra deste artista, que foi através de um catalogo, foi impactante e nunca mais esqueci. Gosto! Isso é imprescindível afirmar, e não consigo teorizar por que meu apreço é tão grande por esse artista. Que bom que ele tenha existido neste universo, que bom temos o seu legado. A sua visceralidade, que agrega violência e harmonia, de maneira generosa e conflitante, é assim como vejo.

9. De uma maneira geral, o que te inspira? Que história tu quer contar? Que mundo tu quer representar?

Bom, eu não utilizo muito essa palavra inspiração, me sinto motivado a maioria das vezes, principalmente depois que fui a uma festa, vi um filme, alguém que passou na rua, não sei definir bem isso, sou motivado de maneira aleatória. A historia que quero contar, não tem um enredo, na verdade são flagrantes, deste continuo que é viver, ou continuo ou desisto, o mundo que quero representar é de um pessimismo flagrante, mas sem perder o humor, o amor e a eterna esperança que pandora sabiamente não deixou sair da caixa.

10. Quais são os temas que têm te interessado trabalhar?

Estou obcecado em criticar as máquinas, robôs têm aparecidos em minha obra tento evita-los, mas eles aparecem, tento evita-los, mas eles insistem em aparecer.

11. Quais são os teus próximos projetos?

Quero fazer uma exposição de objetos que é inédito em Goiânia e tem um projeto de intervenções urbanas, em lugares estratégicos da cidade, com ploters que terá que ser bem pensado. Tenho dificuldades de pensar o futuro sou muito imediatista. Let it be, the future is now

12. Por favor, confirme cidade de nascimento, cidade que vive e idade.

Goiânia, Goiás, 1° de maio de 1964. Vive e revive e trabalha em Goiânia.