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cartografias cotidianas

A festa no céu e as rosa – RJ

(ao meu amor sempre)

 

Atenção! As instruções são claras em sua desobjetividade: é preciso ter olho atento e bobo para ver bem sentida esta exposição do Bernardo Ramalho.

Conheci meu xará nesta mesma sala, me oferecendo, ao eu desconhecido, uma maçã-do-amor durante aquela que foi sua gentil primeira individual. Num dos luminosos trabalhos apresentados logo atrás de nós, lia-se “CÉU”, e a clara imagem de uma escada deixava virtualmente possível um caminho até chegar.

Aqui chegamos.

Estamos na Festa no Céu.

Na biblioteca que constrói para as crianças de Lagoinha (São Gonçalo – RJ), chegou à sua mão um livro com a fábula da “Festa no Céu”. [O mundo todo vem muito à mão de Bernardo.] Tirando o enredo, sobrou o título:

A Festa no Céu e as Rosas:

São as rosas desse leite que jorra em rosa chafariz; as rosas que não falam; a rosa que ,pétala a pétala, despetalirosada; a rosa que o tigre carrega; a rosa que é uma rosa que é uma rosa que é uma rosa.

Os objetos, palavras e figuras trazidos e/ou construídos são esvaziados, inicialmente, de seu poder de simbolismo. É, em cama rasa, a iconoclastia mais inocente e sensual que já se ouviu mostrar:

O Sant’Antônio em prateleira de autorretratos, na verdade, é, nas palavras de Ramalho, “um menino loirinho de olhinhos azuis no colo de um homem”. (nota do editor: sublinhe a palavra “carinho” nesta frase).

O sal grosso e o carvão no chão são sal grosso branco e carvão preto no chão. O azul lavado de cal na parede é de um céu de metileno. A lua irônica, que talvez não esteja em casa, deixou as espadas do São Jorge que vieram esposando a samambaia.

O Anjo roda ao som do Rei. O coentro cheira aqui em cima. O leite de lá cheira a rosa.

Há, sem dúvida, algo de surreal vindo dali: é o começo do sono, é o sonho do sol, é o cavalinho e a cabeça de boneca. Mas, agora, falando em Bernardo, o surreal é pós-tropicalista: abraça o marginal e o espetáculo do carnaval.

Há muito Deus aqui: Santíssima Trindade; Pai, Filho e ES; Edmilson, Jarbas e Neto; Iemanjá, São Miguel e Buda – mas a guia no pescoço do artista “é um cordão que eu fiz de miçanga”.

Atenção! As instruções são claras! Olho bobo e atento! É uma criança que quer transformar o mundo. Sem piscina ou janela, é para abrir bem os braços e ouvir a história.

Bernardo Mosqueira

RUMOS – Itaú Cultural 2011

O Rumos Artes Visuais lançou o edital 2011-2013 e agora segue em itinerância pelo país. Em março, o programa leva sua palestra de difusão ao Rio de Janeiro (RJ) e a Goiânia (GO). Além disso, promove a oficina Portfólio de Artista em Maceió (AL) e em Brasília (DF).

As palestras ocorrem sempre das 19h às 21h, em duas datas: 15 de março, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV-Lage), no Rio; e 25 de março, no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. Da primeira apresentação, os palestrantes são Agnaldo Farias, Ana Maria Maia e Fernando Oliva. Na segunda, Paulo Miyada substitui Ana Maria.

Portfólio de Artista fica por conta da historiadora Janaína Melo, que trata da organização e da apresentação de obras de arte. A oficina acontece na Pinacoteca Universitária da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió, em 18 de março, das 9h às 12h; e no Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), em 31 de março e 1º de abril, das 19h às 22h.
Palestras de Difusão do Programa
sempre das 19h às 21h
terça 15 de março
com Agnaldo Farias, Ana Maria Maia e Mediação Fernando Oliva

Escola de Artes Visuais do Parque Lage | Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico – Rio de Janeiro RJ | http://www.eavparquelage.rj.gov.br/
SERVIÇO
RUMOS ARTES VISUAIS 2011/2013 – Palestras com Agnaldo Farias, Paulo Miyada e Mediação Fernando Oliva
Data: 25 de março, sexta-feira
Horário: 19h às 21h
Local: Centro Cultural UFG
Endereço: Avenida
Universitária, 1533 – Setor Universitário – Goiânia-GO
Informações: (62) 3209-6251 | centroculturalufg@gmail.com

FAV convida

Anuário DASARTES 2011

Lançamento Marco Giannotti

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Caros amigos, segue um convite em anexo: espero vcs  no sabado dia 12 de Março  das 11 às 15 horas no lançamento de um livro sobre as minhas ultimas obras com uma breve  exposição na Raquel Arnaud  antes da minha viagem de um ano para Kyoto. abs Marco

Prêmio Marcantonio Vilaça

Vendo o Carnaval

Tradicional galeria no circuito de arte contemporânea em Goiás, a Potrich Galeria abre a temporada de exposições 2011 com a mostra  VENDO O CARNAVAL contemplando a criação de artistas plásticos arquitetos, designers  e artesões acerca do Carnaval brasileiro.

Trabalhando a partir da memória que o Carnaval tem na vida de cada brasileiro, partiu se do mote do chamado “maior espetáculo da Terra”  o curador da mostra, Gilmar Camilo convidou alem de  dezoito artistas plásticos goianos representativos de varias gerações, inseriu trabalhos de uma artesã, de um designer de moda e duas jovens arquitetas.  Que resultaram em criações e obras (ver abaixo relações de artistas) na arte popular dos bordados de Dona Suzana, a moda criada pelo estilista Marcos Queiroz e os poemas visuais de Marcos Caiado e o ambiente Armazém do Carnaval idealizado pelas arquitetas Georgia Silveira e Tayna Gonçalves.

VENDO O CARNAVAL é  composta de obras em grande e medias dimensões e  linguagens como a pintura, desenho, fotografia, instalação, esculturas e mídias contemporâneas como gravuras e fotografias  digitais.

Carlos Sena, lambda-print, fotografia digital, Divino Sobral, pintura e fotografia, Kátia Jacarandá imagem digital manipulada, Gustavo Rizério colagem digitalizada, Wés intervenção com grafite e pintura, Vula Toubas escultura, Ronan Gonçalves objeto, Alejandro Zenha instalação, Rossanna Jardim pintura, Sandro Gomide pintura, Vinicius de Castro fotografia, Sandro Torres pintura, Gilvan Cabral escultura e Luiz Mauro desenho a nanquim.

Homenagem “Viva,  Antonio Poteiro!”. Contará com duas obras exuberantes.

Do artista plástico Antonio Poteiro falecido ano passado, será exibido a obra “Carnaval” de 1996, com colorido intenso característico. Poteiro foi um grande cronista das manifestações populares e o Carnaval figurava entre as favoritas.

Sobre as arquitetas: bastante afinadas com o universo das artes plásticas e de designer,  Georgia Silveira e Tayna Gonçalves criaram o ambiente Armazém Carnaval onde privilegiaram o espírito alegre, extrovertido e contemporâneo em criações de renomados  designers nacionais e internacionais trazendo uma atmosfera colorida e festiva tal qual a estética do Carnaval.

O poeta e escritor Marcos Caiado preparou dois poemas especialmente para esta exposição.

A arte popular está presente nos delicados bordados que surgem nos painéis/estandartes produzidos pela artesã Dona Suzana.

Haus Carnaval – O estilista Marcos Queiroz mostra suas criações estampadas  em uma divertida instalação de camisetas carnavalescas.

A abertura da exposição contará com trilha especialmente para ocasião da mostra e com a apresentação ao vivo da Bateria Largo do Rosário de Goiás, que já aquece os pandeiros e tamborins para o tradicional Carnaval de marchinha que acontece na Cidade de Goiás.

PARA ROTEIRO

Exposição: VENDO O CARNAVAL – Mostra que reúne artistas plásticos, designers e arquitetos em criações sobre o universo do Carnaval Brasileiro.

Curadoria: Gilmar Camilo

Abertura: 17 de fevereiro de 2011 a partir das 19h

Visitação: 18 de fevereiro a 19 de março, das 10 as 18 horas. Sábado das 10h as 13h

Local: POTRICH Galeria de arte contemporânea

Endereço: Rua 52, 689 Jardim Goiás

Telefones: 62 3945 0450 e 8177 0178

Site: potrichgaleria.com

Agendamento para as visitas de escolas e grupos guiados.

ENTRADA FRANCA

Alegria na Galeria

O artista da Alegria grafitando na frente da Galeria!!!

foto: João Skaf neto

artista: WÉS

fachada: POTRICH Galeria de Arte

Mariko Mori no CCBB

fotos Gustavo Oliveira, CCBB/ Brasília-DF

Mariko Mori é um grande nome das artes visuais no Japão com grande relevância no ocidente e expõe no Brasil pela primeira vez, nos CCBBs de Brasília, Rio e São Paulo.

Oneness apresenta obras em grandes dimensões onde a artista funde espiritualidade, fotografia e moda sob uma ótica peculiar que pretende rever e recriar um mundo repleto de referências contemporâneas.

Um artista vê o mundo, olha para o momento presente, com um ponto de vista único. Minha missão é dividir o que vejo no meu campo de visão. Preciso criar um novo espaço para poder respirar no mundo. Isso vai abrir as portas para um novo futuro”, declara a artista ao enfatizar a necessidade de uma consciência espiritual universal.

Ao unir sua arte com o design de ponta, Mariko usa da tecnologia para transcender valores humanos e levar o fruidor a uma experiência sinestésica, como o que acontece ao adentrar Wave UFO, uma nave espacial de mais de seis toneladas que proporciona uma gama de sensações advindas de recursos que aliam a computação gráfica, animação, ondas cerebrais, som e engenharia arquitetônica e resultam em uma obra mutável em si mesma a partir do olhar do outro. Wave UFO esteve na Bienal de Veneza em 2005 e foi um grande sucesso.

Oneness é a obra que nomeia a exposição e traz figuras confeccionadas em technogel que interagem ao toque do visitante e discute a conectividade como a perda dos limites entre si mesmo e os outros, um dos preceitos budistas mais difundidos que reafirma que o mundo existe como um só elemento.

Transcircle é uma releitura dos monólitos pré-históricos com nove pedras de vidro coloridas e brilhantes. A mostra apresenta também vídeos, fotografias e desenhos.

A exposição Oneness de Mariko Mori fica em cartaz de 25 de janeiro a 3 de abril de 2011 em diversos espaços no CCBB Brasília e pode ser visitada de terça a domingo de 9 às 21 horas.Serviço: Mariko Mori – Oneness

Data: de 25 de janeiro a 03 de abril de 2011

Visitação: De terça a domingo, das 9 às 21 horas

Local: Centro Cultural do Banco do Brasil Brasília (SCES, trecho 2, lote 22)

Entrada franca.

Informações: (61) 3310-7087.